O fim do meu grande herói
Tudo começou com a chegada de uma carta destinada ao meu pai. Uma carta tão misteriosa que só vim saber do que realmente se tratava dias e dias depois.
Meu pai era um conceituado médico militar alemão, e modéstia à parte, um excelente pai. Ele me ajudava em tudo, desde tarefas escolares até acalmar-me após um pesadelo. Com ele me sentia segura, ele era o meu herói. Talvez por isso a tal carta tenha sido um grande choque para mim, mas eu não sabia que depois o choque seria bem maior.
Meu pai era um conceituado médico militar alemão, e modéstia à parte, um excelente pai. Ele me ajudava em tudo, desde tarefas escolares até acalmar-me após um pesadelo. Com ele me sentia segura, ele era o meu herói. Talvez por isso a tal carta tenha sido um grande choque para mim, mas eu não sabia que depois o choque seria bem maior.
Meu pai foi convocado para a guerra, e ele é claro, honraria sua pátria e jamais recusaria o convite, até porque a sua profissão de salvar vidas precisaria ser exercida mais do que nunca, portanto a recusa estava fora de cogitação.
Desde o início eles tentavam me convencer de que era o melhor, e esse eles inclui toda a minha família, sem exceção, porém para mim era uma coisa absurda o meu herói largar a minha casa para lutar. E como eu ficaria com tudo isso?
Entre choros e apelos tentei convencê-lo a ficar, mas não deu, com lágrimas e soluços eu acenava para o meu pai, que partia com outros fardados, seus amigos.
E então desse modo, passaram-se meses.
Papai comunicava-se conosco uma vez a cada mês da maneira que podia. Não sei se isso me confortava ou se machucava ainda mais o meu coração.
Papai comunicava-se conosco uma vez a cada mês da maneira que podia. Não sei se isso me confortava ou se machucava ainda mais o meu coração.
Eu acordava durante as noites e minha mãe vinha acalmar-me, e eu esperava o dia em que meu pai chegaria para me aninhar novamente.
Porém algo inesperado ocorreu: 3 meses que passaram e meu pai não não deu mais nenhuma notícia. Eu ficava de plantão junto a porta, e ao telefone, mas nada de notícias.
Eu olhava pela janela os aviões militares – pássaros de fogo, para mim – que matava ou mutilavam pessoas e aquilo me apavorava cada vez mais.
Eu olhava pela janela os aviões militares – pássaros de fogo, para mim – que matava ou mutilavam pessoas e aquilo me apavorava cada vez mais.
O telefone tocou; Eu corri, mas minha mãe atendeu e chorou. Era um militar na linha, mas para minha tristeza não era o meu pai, pois o meu pai havia morrido.
Meu mundo desabou quando soube da notícia que o meu herói não estava aqui e não voltaria.
Durante as noites eu chorava e desta vez com mais intensidade pois a esperança de ver o meu pai sentar ao meu lado e me acalmar não existia mais, era uma possibilidade nula.
Hoje, falo sobre isso com mais tranquilidade mas a ausência do meu pai ainda é evidente em minha vida. Escrevo-lhes esta carta para alertá-los que na Guerra muitos morrem, para poucos vencerem, e para mim não valeu a pena.
(Emily Ellen)
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